Numa tarde escura de um outubro brilhante
a verdade se esvai como a fumaça sem fogo
luz e trevas enfraquecidas pela palidez do dia
cada mudança de tom revela uma cor fora do lugar
as ruas desertas enchem-se de silêncio
revoada em disparada de uma jornada sem estrada
E daí se ninguém viu o tempo passar de novo
quem parece se importar com os olhos fechados
os nefastos sorriem com a morte do instinto coletivo.
terça-feira, 27 de julho de 2004
Apelo
Tanta coisa ao redor
você não sabe aonde ir
tantos caminhos pra escolher
o difícil é decidir
Você é o que você fez
o passado se faz presente
em tudo que vem pela frente
por mais voltas que o mundo dê
você vai ter que escolher
e enfim você verá
que não é fácil voar
sem as asas que te dei
e agora, me diz:
pra onde você vai sem mim?
quem vai lhe dizer que sim?
quem lhe fará sonhar?
fica aqui que eu vou lhe falar
até onde a gente pode chegar
com a lua e o sol no lugar certo
você aqui do meu lado bem perto
assim eu vou lhe mostrar
uma nova definição de amar
Por mais voltas que o mundo dê
você vai ter que perceber
nessa hora você verá
que não sou nada sem você
você não sabe aonde ir
tantos caminhos pra escolher
o difícil é decidir
Você é o que você fez
o passado se faz presente
em tudo que vem pela frente
por mais voltas que o mundo dê
você vai ter que escolher
e enfim você verá
que não é fácil voar
sem as asas que te dei
e agora, me diz:
pra onde você vai sem mim?
quem vai lhe dizer que sim?
quem lhe fará sonhar?
fica aqui que eu vou lhe falar
até onde a gente pode chegar
com a lua e o sol no lugar certo
você aqui do meu lado bem perto
assim eu vou lhe mostrar
uma nova definição de amar
Por mais voltas que o mundo dê
você vai ter que perceber
nessa hora você verá
que não sou nada sem você
quarta-feira, 14 de abril de 2004
Vôo
Tocada em sua parte mais tensa
Alçou vôo sem direção
Girou sobre si mesma
E retornou à posição.
Decaiu por um descuido
Trazendo incertos olhares
Tirando fora a poeira
Ainda sem tocar o firme.
Levada a última vez ao alto
De pronto veio ao chão
Chegando ao concreto indiferente
à sua antiga condição.
Volta a vida no velho cajueiro
Já a folha desgarrada
Agora está desamparada.
Alçou vôo sem direção
Girou sobre si mesma
E retornou à posição.
Decaiu por um descuido
Trazendo incertos olhares
Tirando fora a poeira
Ainda sem tocar o firme.
Levada a última vez ao alto
De pronto veio ao chão
Chegando ao concreto indiferente
à sua antiga condição.
Volta a vida no velho cajueiro
Já a folha desgarrada
Agora está desamparada.
sexta-feira, 19 de março de 2004
Fica
Vem cá, fala a verdade pra mim
O que é que você me diz
quando me olha assim?
Amor é que não lhe condiz
Então vai lá e volta
que eu solto a sua mão
e não diga que assim não ajudo
Vem cá, pode entrar e fecha a porta
Sou seu de braços abertos
Mas quando for a hora de ir
Não caia a lágrima, lhe faço sorrir
A mala está pronta
jantar tem aí
Com tudo pronto
Se quiser pode ir
Mas me deixa um beijo
no rosto
De hoje em diante
seremos amigos
em opostos sentidos
Não vou dizer adeus
Não vou me despedir
Afinal todos sabem
que foi você quem quis partir
O que é que você me diz
quando me olha assim?
Amor é que não lhe condiz
Então vai lá e volta
que eu solto a sua mão
e não diga que assim não ajudo
Vem cá, pode entrar e fecha a porta
Sou seu de braços abertos
Mas quando for a hora de ir
Não caia a lágrima, lhe faço sorrir
A mala está pronta
jantar tem aí
Com tudo pronto
Se quiser pode ir
Mas me deixa um beijo
no rosto
De hoje em diante
seremos amigos
em opostos sentidos
Não vou dizer adeus
Não vou me despedir
Afinal todos sabem
que foi você quem quis partir
quinta-feira, 18 de março de 2004
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2004
Vem de leve
Qual é?
O que é que você quer
falando alto assim?
Tá pensando o que
Que veio aqui pra me bater?
Pode esperar, segura a onda
Você não é melhor que ninguém
Chegar aqui pra botar banca
Não é bom pra sua moral
Na moral
Pega leve
Pega leve
Pega leve
Aproveita que dá pra voltar atrás
Não traz essa arrogância que cansa
Nessa ânsia de ser mais do que é
Não é? Vê se aprende a esperar
Pra não errar na hora de julgar
Não é bom pra sua moral
Na moral
Pega leve
Pega leve
Pega leve
Acho que já deu pra entender
que o problema não sou eu, é você
Se é assim você vai me perder
Você diz que isso é amor
não dá pra saber
Porque quem gosta respeita
É só vir na moral
que eu pego leve.
Pega leve
Pega leve
Pega leve
O que é que você quer
falando alto assim?
Tá pensando o que
Que veio aqui pra me bater?
Pode esperar, segura a onda
Você não é melhor que ninguém
Chegar aqui pra botar banca
Não é bom pra sua moral
Na moral
Pega leve
Pega leve
Pega leve
Aproveita que dá pra voltar atrás
Não traz essa arrogância que cansa
Nessa ânsia de ser mais do que é
Não é? Vê se aprende a esperar
Pra não errar na hora de julgar
Não é bom pra sua moral
Na moral
Pega leve
Pega leve
Pega leve
Acho que já deu pra entender
que o problema não sou eu, é você
Se é assim você vai me perder
Você diz que isso é amor
não dá pra saber
Porque quem gosta respeita
É só vir na moral
que eu pego leve.
Pega leve
Pega leve
Pega leve
domingo, 25 de janeiro de 2004
O Céu
Juntando os fragmentos...
Vou montar no meu cavalo alado,
alado
e voar, voar
até onde o sol se esconde no céu
Pra onde vc foi encontrar as estrelas
e deixou, deixou
no meu peito um amor
que não me abandonou
Ganhei as asas de Cícero
Mas não venci o sol
que ofuscou o meu desejo
até voltar ao chão
O perfume das Rosas
que o vento trouxe
Fui catar no ar
quando saltei pra lhe alcançar
O que vai e o vento leva
só encontra quem tem sorte
e você sabe muito bem
o revés desse amor
Vou montar no meu cavalo alado,
alado
e voar, voar
até onde o sol se esconde no céu
Pra onde vc foi encontrar as estrelas
e deixou, deixou
no meu peito um amor
que não me abandonou
Ganhei as asas de Cícero
Mas não venci o sol
que ofuscou o meu desejo
até voltar ao chão
O perfume das Rosas
que o vento trouxe
Fui catar no ar
quando saltei pra lhe alcançar
O que vai e o vento leva
só encontra quem tem sorte
e você sabe muito bem
o revés desse amor
quinta-feira, 22 de janeiro de 2004
Me diz
Eu cheguei bem perto
De saber o que quero de mim
No que faço nada é certo
Mas à noite eu vou até aí... te ver
Pra descobrir o que sou
Voltar a enxergar à frente
E deixar o que foi pra trás
Se eu não sei o que quero
Como voltar pra você
Mas hoje eu vou até aí... te ver
Pra descobrir o que sou
Voltar a enxergar à frente
E deixar o que foi pra trás
E assim eu espero
Que você possa me dizer
Com toda certeza
Se ainda te quero
De saber o que quero de mim
No que faço nada é certo
Mas à noite eu vou até aí... te ver
Pra descobrir o que sou
Voltar a enxergar à frente
E deixar o que foi pra trás
Se eu não sei o que quero
Como voltar pra você
Mas hoje eu vou até aí... te ver
Pra descobrir o que sou
Voltar a enxergar à frente
E deixar o que foi pra trás
E assim eu espero
Que você possa me dizer
Com toda certeza
Se ainda te quero
quarta-feira, 21 de janeiro de 2004
Então veio
Eu fui até onde não se pode imaginar
atravessei a cidade na hora do rush
debaixo de chuva
Encontrei o que não procurava
quando você disse o que não devia
alí, longe de casa quem abriu mão fui eu
O que quer que tenha dito não entendi
o que quer que tenha feito não valeu
onde quer que tenha ido, foste sozinha
É uma pena saber que você e eu
somos menos, muito menos
do que algum dia imaginamos
mas o fim parece bom
quando as lágrimas se misturam com a chuva
O que cai e o vento leva
só encontra quem tem sorte
e você sabe muito bem
o revés do nosso amor
O que quer que tenha dito não entendi
o que quer que tenha feito não valeu
onde quer que tenha ido, foste sozinha
Agora vai e fica
que eu volto pra longe de você
E ficamos assim: eu cá e vc aí.
atravessei a cidade na hora do rush
debaixo de chuva
Encontrei o que não procurava
quando você disse o que não devia
alí, longe de casa quem abriu mão fui eu
O que quer que tenha dito não entendi
o que quer que tenha feito não valeu
onde quer que tenha ido, foste sozinha
É uma pena saber que você e eu
somos menos, muito menos
do que algum dia imaginamos
mas o fim parece bom
quando as lágrimas se misturam com a chuva
O que cai e o vento leva
só encontra quem tem sorte
e você sabe muito bem
o revés do nosso amor
O que quer que tenha dito não entendi
o que quer que tenha feito não valeu
onde quer que tenha ido, foste sozinha
Agora vai e fica
que eu volto pra longe de você
E ficamos assim: eu cá e vc aí.
Irradia dor
O amor é a tal ponto desamor
que chega a provocar dor
Um não vem sem o outro
O refletido e o refratado
Partes inseparáveis do mesmo lado
O amor é irradia-dor
Leva consigo pra onde for
a sua companheira
Dor
que chega a provocar dor
Um não vem sem o outro
O refletido e o refratado
Partes inseparáveis do mesmo lado
O amor é irradia-dor
Leva consigo pra onde for
a sua companheira
Dor
sábado, 17 de janeiro de 2004
sexta-feira, 16 de janeiro de 2004
quarta-feira, 14 de janeiro de 2004
Paraíso
Não me ajude a levantar
Sou só um bêbado
Tentando chorar as mágoas
Mas as lágrimas não caem
Quando o amor não faz mais sentido
Qual a razão de qualquer sentimento?
Em primeiro vem sempre o amor
Depois do amor vem a dor
E, destes dois: Adão e Eva
Descende todo o resto
Se já não há amor, não haverá dor
E do que não existe, nada descenderá
E é assim que sempre será
A dor é de Adão e o amor é Eva
Sou só um bêbado
Tentando chorar as mágoas
Mas as lágrimas não caem
Quando o amor não faz mais sentido
Qual a razão de qualquer sentimento?
Em primeiro vem sempre o amor
Depois do amor vem a dor
E, destes dois: Adão e Eva
Descende todo o resto
Se já não há amor, não haverá dor
E do que não existe, nada descenderá
E é assim que sempre será
A dor é de Adão e o amor é Eva