quarta-feira, 27 de julho de 2011

O que não tem remédio

Nunca mais a encontrei
Uma única vez que vi
Tantas vezes eu voltei
Tantas vezes ela não
Ela quando lá esteve
Eu lá não estava

Não existiu o acaso
Não se manifestou o destino
Não se cruzaram os caminhos
Em nenhum lugar estava escrito

Quase não foi nada
E não era para ser
O que será que seria?


Analogia

Certa vez percebeu
Que escutava para ela
Música que era de outra
O amor é feito de lembranças
Memórias são forjadas na melodia
Os momentos guardados nos abraços
E as lágrimas derramadas nas despedidas,

Saída

Não sei se fui eu quem a deixou
Ou se foi ela que me esqueceu
Foi a muito tempo atrás
Dizem que foi melhor assim

Um vício que tudo prejudicaria
Bastaria uma noite de entrega
Para a dependência dos seguidos dias

Foi preciso virar as costas
Fechar a porta e
Ponto final.

Dizem que foi melhor assim
Foi a muito tempo atrás
Não lembro se foi ela que me deixou
Ou se fui eu quem a esqueceu