Não foi uma tempestade
muito menos uma ressaca
o vento mudou a direção
tempo suficiente para ver
um novo raio de sol
quarta-feira, 15 de agosto de 2007
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Panopticon
Eu sei que você me vê
Porque daqui eu a escuto
Eu também vejo você
Que agora me ouvirá
Como haveria de terminar
o que já pelo fim começou?
Um final infeliz no primeiro ato
História sem continuação, sem desfecho
só o rompimento: abrupto
distante e calado
Seco, amargo e triste.
Das palavras não ditas
Qual de fato se perderá?
E assim ficamos, eu cá
e você aí.
Porque daqui eu a escuto
Eu também vejo você
Que agora me ouvirá
Como haveria de terminar
o que já pelo fim começou?
Um final infeliz no primeiro ato
História sem continuação, sem desfecho
só o rompimento: abrupto
distante e calado
Seco, amargo e triste.
Das palavras não ditas
Qual de fato se perderá?
E assim ficamos, eu cá
e você aí.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
A sentença
O quanto pese a mão de Deus
no julgamento dos atos espúrios
o que resta é clamar
Branda seja a ira da destra
clemente seja a sentença
Há decerto que expiar
o mal que então causou
Diante do martelo
nunca se viu tão só
não abandonado
mas abandonou-se
Sabes já a sua pena
exceto o tempo a durar
Aí está: pior castigo
no julgamento dos atos espúrios
o que resta é clamar
Branda seja a ira da destra
clemente seja a sentença
Há decerto que expiar
o mal que então causou
Diante do martelo
nunca se viu tão só
não abandonado
mas abandonou-se
Sabes já a sua pena
exceto o tempo a durar
Aí está: pior castigo
segunda-feira, 30 de julho de 2007
Apatia
Nascedouros da apatia
tristeza e melancolia
somam-se num corpo inerte
e uma mente que não esquece
Desejo a ataraxia
para matar o remordimento
fulgaz ou permanente
um só sopro do sereno
Não quero fazer nada
só esquecer o que faz
o pulmão arder
Quero dormir profundo
Fazer-me moribundo
E da dor, morrer
tristeza e melancolia
somam-se num corpo inerte
e uma mente que não esquece
Desejo a ataraxia
para matar o remordimento
fulgaz ou permanente
um só sopro do sereno
Não quero fazer nada
só esquecer o que faz
o pulmão arder
Quero dormir profundo
Fazer-me moribundo
E da dor, morrer
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Razão dos sentidos
Assim como a boca se cala
os olhos se fecham
e o momento passa
E enquanto passa
mais distante fica
o que poderia ter sido
Cuida enfim do que ouves
Pois será com olhos selados
que falarei sobre a diferença
entre o que quero e o que faço
os olhos se fecham
e o momento passa
E enquanto passa
mais distante fica
o que poderia ter sido
Cuida enfim do que ouves
Pois será com olhos selados
que falarei sobre a diferença
entre o que quero e o que faço
quinta-feira, 19 de julho de 2007
Bio lógico
Raiva e mágoa devoram
fazem moradia no estômago
em corrente se espalham
e de pronto atingem a cabeça
Escoam no vômito, rasgando a garganta
Só expelidas liberam a visão
mas deixam cicatrizes, fontes de úlcera
fazem moradia no estômago
em corrente se espalham
e de pronto atingem a cabeça
Escoam no vômito, rasgando a garganta
Só expelidas liberam a visão
mas deixam cicatrizes, fontes de úlcera
Nada além
Nada além dos teus olhos
nada mais que o teu amor
um pouco mais que o teu carinho
muito menos da distância tua
Não te darei nada em troca
não concederei meu tempo a ti
não terás o prazer do meu sorriso
nem saberás o valor que dou a ti
O que desejo quero só pra mim
é com egoísmo que te peço
sou muito mais poder ter
Não serás só mais uma mulher
dominarás pensamentos e sonhos
e acordarás completamente sozinha
nada mais que o teu amor
um pouco mais que o teu carinho
muito menos da distância tua
Não te darei nada em troca
não concederei meu tempo a ti
não terás o prazer do meu sorriso
nem saberás o valor que dou a ti
O que desejo quero só pra mim
é com egoísmo que te peço
sou muito mais poder ter
Não serás só mais uma mulher
dominarás pensamentos e sonhos
e acordarás completamente sozinha
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Eu me disfarço bem
Sou tímido mas disfarço bem
Você pode não perceber
Mas fico vermelho só em te ver
Fico querendo me esconder
Fico querendo fugir
E antes de falar, começo a gaguejar
Ainda bem, que eu disfarço bem
Passei por várias escolas de dramatização
fiz curso de auto-ajuda pra falar com a multidão
Terapia, por várias passei, behaviorista, psicanalista
e outras três.
E quando vc chega eu fico sem-graça, mas disfarço bem.
Só me falta a coragem pra te dizer que te quero bem
Mas te quero bem pra ser meu bem
E se eu parar de disfarçar, você vai perceber?
Será que você vai ver que eu gosto de você?
Meu bem, eu quero só você
O problema é que eu disfarço bem.
Você pode não perceber
Mas fico vermelho só em te ver
Fico querendo me esconder
Fico querendo fugir
E antes de falar, começo a gaguejar
Ainda bem, que eu disfarço bem
Passei por várias escolas de dramatização
fiz curso de auto-ajuda pra falar com a multidão
Terapia, por várias passei, behaviorista, psicanalista
e outras três.
E quando vc chega eu fico sem-graça, mas disfarço bem.
Só me falta a coragem pra te dizer que te quero bem
Mas te quero bem pra ser meu bem
E se eu parar de disfarçar, você vai perceber?
Será que você vai ver que eu gosto de você?
Meu bem, eu quero só você
O problema é que eu disfarço bem.
terça-feira, 15 de maio de 2007
Deita e dorme amor
Por que você volta
quando está tão longe?
Eu estava bem
antes de ouvir seu nome
Agora eu só ouço você
Os anos que nos separaram
parecem menores
com a severa distância
que há entre nós
Nada de encontros ao acaso
Nada de vc passar em minha rua
Quanto tempo leva
pra esquecer uma lembrança
que enfim à tona
quer fazer-se atual?
Por favor,
leva esta ansiedade, papel
E me deixa esquecer
o outrora esquecido
Não quero lembrar
o que escrevia
quando estava só
quando está tão longe?
Eu estava bem
antes de ouvir seu nome
Agora eu só ouço você
Os anos que nos separaram
parecem menores
com a severa distância
que há entre nós
Nada de encontros ao acaso
Nada de vc passar em minha rua
Quanto tempo leva
pra esquecer uma lembrança
que enfim à tona
quer fazer-se atual?
Por favor,
leva esta ansiedade, papel
E me deixa esquecer
o outrora esquecido
Não quero lembrar
o que escrevia
quando estava só
domingo, 22 de abril de 2007
sábado, 31 de março de 2007
Roteiro
O céu era cinza e era dela
o guarda-chuva todo ouro que
precisava estava em seu olhar
não se recusa um outro céu
com esse a desabar
seu braço em volta do meu
sua voz em meus cabelos
meus sentidos em suas mãos
ela era toda ilusão
cada passo rua abaixo
cada alto do seu salto
eu em claustro e preso
seus pés sobre meu calço
aqui ela fica e eu sigo
a despedida em seu sorriso
a chuva só comigo
e ela em seu abrigo
Me chama que eu fico
mas eu vou e ela não
o céu é cinza e a noite cai
o guarda-chuva todo ouro que
precisava estava em seu olhar
não se recusa um outro céu
com esse a desabar
seu braço em volta do meu
sua voz em meus cabelos
meus sentidos em suas mãos
ela era toda ilusão
cada passo rua abaixo
cada alto do seu salto
eu em claustro e preso
seus pés sobre meu calço
aqui ela fica e eu sigo
a despedida em seu sorriso
a chuva só comigo
e ela em seu abrigo
Me chama que eu fico
mas eu vou e ela não
o céu é cinza e a noite cai
Conexão
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Eu pensando em acordar segunda-feira tudo, tudo bem lento.
Levantar, me arrumar, tomar café, tudo, tudo bem lento.
Sair de casa, enfrentar trânsito e o busão, tudo, tudo bem lento.
E no trabalho, papelada, atendimento, tudo, tudo bem lento.
E o dia passa - deus por quê?, sempre, sempre, tudo, tudo, bem lento.
A noite vem e você chega muda o vento, onde era tudo bem lento.
E nada mais é lento, nem sequer pensar - pra quê pensar? - eu penso.
O que era lento, sonolento, vira intenso, agora a vida eu entendo.
Eu durmo tarde, durmo pouco, mas domingo – que tá longe – eu compenso.
Porque amanhã ainda acorda tudo, tudo, tudo - de novo - bem lento.
E volta tudo, tudo, tudo, outra vez – “pra variar!” – bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Eu pensando em acordar segunda-feira tudo, tudo bem lento.
Levantar, me arrumar, tomar café, tudo, tudo bem lento.
Sair de casa, enfrentar trânsito e o busão, tudo, tudo bem lento.
E no trabalho, papelada, atendimento, tudo, tudo bem lento.
E o dia passa - deus por quê?, sempre, sempre, tudo, tudo, bem lento.
A noite vem e você chega muda o vento, onde era tudo bem lento.
E nada mais é lento, nem sequer pensar - pra quê pensar? - eu penso.
O que era lento, sonolento, vira intenso, agora a vida eu entendo.
Eu durmo tarde, durmo pouco, mas domingo – que tá longe – eu compenso.
Porque amanhã ainda acorda tudo, tudo, tudo - de novo - bem lento.
E volta tudo, tudo, tudo, outra vez – “pra variar!” – bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Blues de despedida
Oh deixe-me ir daqui
Oh deixe-me ir daqui
Pra onde eu vou, vou decidir
Pra onde eu vou, vou decidir
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui
Quando eu voltar, você vai ver
Quando eu voltar, você vai ver
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui
Oh let me go, from here
Oh let me go, from here
And where i'm going, i'll decide
And where i'm going, i'll decide
When i came back, you'll see
When i came back, you'll see
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui
Oh deixe-me ir daqui
Pra onde eu vou, vou decidir
Pra onde eu vou, vou decidir
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui
Quando eu voltar, você vai ver
Quando eu voltar, você vai ver
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui
Oh let me go, from here
Oh let me go, from here
And where i'm going, i'll decide
And where i'm going, i'll decide
When i came back, you'll see
When i came back, you'll see
Só me deixe ir daqui
Só me deixe ir daqui