sábado, 31 de março de 2007

Conexão

Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.

Eu pensando em acordar segunda-feira tudo, tudo bem lento.
Levantar, me arrumar, tomar café, tudo, tudo bem lento.
Sair de casa, enfrentar trânsito e o busão, tudo, tudo bem lento.
E no trabalho, papelada, atendimento, tudo, tudo bem lento.

E o dia passa - deus por quê?, sempre, sempre, tudo, tudo, bem lento.
A noite vem e você chega muda o vento, onde era tudo bem lento.
E nada mais é lento, nem sequer pensar - pra quê pensar? - eu penso.
O que era lento, sonolento, vira intenso, agora a vida eu entendo.
Eu durmo tarde, durmo pouco, mas domingo – que tá longe – eu compenso.

Porque amanhã ainda acorda tudo, tudo, tudo - de novo - bem lento.
E volta tudo, tudo, tudo, outra vez – “pra variar!” – bem lento.

Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.