Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Eu pensando em acordar segunda-feira tudo, tudo bem lento.
Levantar, me arrumar, tomar café, tudo, tudo bem lento.
Sair de casa, enfrentar trânsito e o busão, tudo, tudo bem lento.
E no trabalho, papelada, atendimento, tudo, tudo bem lento.
E o dia passa - deus por quê?, sempre, sempre, tudo, tudo, bem lento.
A noite vem e você chega muda o vento, onde era tudo bem lento.
E nada mais é lento, nem sequer pensar - pra quê pensar? - eu penso.
O que era lento, sonolento, vira intenso, agora a vida eu entendo.
Eu durmo tarde, durmo pouco, mas domingo – que tá longe – eu compenso.
Porque amanhã ainda acorda tudo, tudo, tudo - de novo - bem lento.
E volta tudo, tudo, tudo, outra vez – “pra variar!” – bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.
Tá tudo lento, lento, lento, lento, lento, tudo, tudo, bem lento.