quinta-feira, 27 de maio de 2010

Sol de maio

Sol de maio
e a chuva que não passou
Estiagem frágil
que nos tirou o cobertor

Vento forte na vela
mar revolto pro motor
Assim sem leme, sem remo
num céu sem estrelas

Entre o leste e oeste
ficamos sem um norte
Seguimos mar abaixo
terra a vista

Mas agora que você não me escutou
Eu sei o que, de fato, nos levou
Pro outro lado, pra longe do mar
Para acabar de vez o que nos tomou
de azar... pra que brigar?

. . .

O mar não vai nos salvar
a praia está imprópria pra nadar
O barco a deriva vai naufragar